terça-feira, 19 de janeiro de 2010

No chão

Preciso do teu abraço, dos teus beijos
Preciso de você pra secar meu rosto
e fortalecer nosso muro
Sinto a solidão me cercar
Não podemos acabar
O peito aperta e a barriga embrulha
No descontrole emocional,
lágrimas e mãos trêmulas
Depois da primeira gota derramada
as outras perdem o controle
Logo eu, que sempre fui firme
Este tópico derruba meus apoios
E é o colo que preciso que está no divã
Me esparramo no chão para prender a respiração
Vou esperar a calma chegar
Pra levantar minha cabeça e então
ver que o medo sumiu
que tudo acabou
menos meu amor realizado
e nossa construção de futuro.

Um comentário:

Clarissa Maria disse...

quem sempre deu pra ser firme, na verdade, nunca o foi.

vai ver não é uma questão de reconstruir muros. vai ver é conseguir se proteger sem eles.

não sei.